sexta-feira, 4 de março de 2016

Atualizando as informações!

Olá, mulherada desesperada (como eu já fui um dia!)  :)

Já vai fazer 2 anos que fiz o tratamento da diástase e ainda hoje recebo emails e mensagens de mulheres na mesma situação, pedindo ajuda, explicações e contato de profissionais.

Sendo assim, resolvi fazer esse post para tentar ajudar quem ainda se encontra com a tal "barriguinha de mamãe", que ninguém merece!!

Tive alta do meu tratamento em setembro de 2014, ou seja, no total de 4 meses,  minha diástase diminuiu consideravelmente para:

- parte superior: zerou (ficou rasa, sem profundidade)
- parte do umbigo: 2,5 dedos e profundidade média
- parte inferior: zerou (ficou rasa, sem profundidade)

Vejam abaixo, a foto do primeiro dia do tratamento e do dia da alta (todas feitas no consultório da fisio):


Para mim, esse resultado foi excelente! Perdi uns 8cm de circunferência abdominal, pois junto ao tratamento, comecei a fazer musculação com personal (em julho 2014) e não me lembro de ter me sentido tão bem fisicamente há muitos anos!

A consciência corporal que adquiri ao levar o tratamento a sério, me acompanha até hoje. Existem exercícios físicos que não são indicados para quem tem diástase, por piorar o problema. Movimentos como levantar quando se está deitado, varrer a casa, carregar peso, espirrar, que prejudicam a musculatura, podem ser feitos naturalmente, ao lembrar da contração muscular no abdomem.

Dessa forma, não faço mais os exercícios abdominais e nem uso a faixa, mas minha barriga nem de longe lembra aquela, do começo dos posts aqui.

Por isso, não desanimem. Não é só a abdominoplastia que pode te dar resultado.
Nunca pensei em me submeter a esse tipo de cirurgia. Primeiro, por não ter indicação e segundo, por achar que não valeria o risco. Quando descobri a técnica Tupler, me enchi de expectativa. Por isso, segui a risca o tratamento, usando a faixa todos os dias, o dia inteiro, até pra dormir. E fazendo os exercícios corretamente, 3x ao dia. O resultado veio e por isso, acho tão importante compartilhar e dividir isso com vocês!

Queria relembrar que não é só a gravidez que causa a diástase. Maus hábitos, prisão de ventre acentuada, muita alergia respiratória, que te faça espirrar com frequencia... podem separar os músculos abdominais. Homens e mulheres de todas idades (mães ou não) podem ter diástase. Por isso a importância da consciência corporal, sempre lembrando de fortalecer os músculos do core abdominal, se não o tempo todo, ao menos nas atividades que exijam força muscular nessa área.

Agora, para vocês se informarem e procurarem ajuda:

O site onde encontrei as informações sobre a técnica é esse: https://www.diastasisrehab.com/

Ele é todo em inglês, então para facilitar quem não sabe a língua, segue o link onde você pode procurar pelo profissional licenciado mais perto de você: https://www.diastasisrehab.com/licensees#br

Eu moro no Rio então, a fisioterapeuta que me atendeu foi a Betânia Franklin.
Ela atendia na Barra, mas depois passou a antender na Zona Sul e continua por lá, se não me engano.

Nos outros estados onde não há profissional, o que você deve fazer é escolher o mais próximo e entrar em contato, pois tanto a faixa, quanto o livreto com os exercícios podem ser enviados pelos correios.

A Julie Tupler, que foi a criadora da técnica, tem alguns poucos vídeos no youtube, sobre como usar a faixa abdominal e alguns "don'ts" sobre o tratamento. É interessante e se você manja um pouco de inglês vai entender tranquilo.
Aqui está o link: https://www.youtube.com/user/DiastasisRehab/videos

Tem também algusn vídeos (em inglês), que podem ajudar:

O que é e como se exercitar tendo diástase: https://www.youtube.com/watch?v=bJgM0GH8FeA&list=PL_kz16Jy6oR0XhS3PLfN6dVqAbU7okLL2

Como recuperar sua barriga depois da gravidez: https://www.youtube.com/watch?v=ZGkGsteRbTY

Acho que é isso, meninas!

Com essas informações, vocês poderão procurar ajuda e se informar a respeito desse probleminha tão chato, que atinge muuuitas mulheres!

Não desistam! Boa sorte!

Beijos
Aline




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Retomando o tratamento. Agora é pra valer!


Olá!

E se passou 1 mês que fiz a cirurgia. Estou muuuuito feliz e realizada!

Após a fase chatinha do pós operatório, agora é só alegria. Ainda tenho algumas restrições como não poder pegar peso, nem fazer atividade física para os membros superiores e usar o sutiã pós cirúrgico por mais 1 mês, mas de resto estou liberada.

Para quem tem vontade, eu recomendo muito que se informe, procure médicos competentes e confiáveis, junte uma grana e realize esse sonho. Só quem sofre do mal-do-peito-quase-inexistente sabe do que eu estou falando. rsrsrs

Bom, com  tudo isso da cirurgia, fiquei duas semanas parada e retomei o tratamento da Técnica Tupler tem duas semanas, mas nessas duas semanas  ainda estava estacionada nos exercícios das semanas 1, 2 e 3 do livreto, apesar de já estar na semana 7 depois de ter começado o tratamento. Estive na fisioterapeuta no sábado e ela gostou muito dos meus resultados. A área do umbigo que era profunda e tinha 5 dedos de abertura passou para média com 4 dedos de abertura. Perdi 6cm de circunferência, sem fazer dieta, na verdade até tenho cometido alguns deslizes mas em época de Copa e festas juninas não há Cristo que resista, né! Rsrs 
Enfim, retomei o tratamento na semana 4 do livreto, com exercícios mais puxados e sigo animada para alcançar meu objetivo. Continuo usando a faixa o dia inteiro, inclusive pra dormir.

Segue fotinho só pra ilustrar e motivar minhas amigas que estão no mesmo barco que eu! Não desistam! Vocês chegarão onde querem!!!

Beijo grande e até a próxima!

Aline



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tirando o pó e contando uma novidade


Olá!

Queria dizer que fiquei muito feliz ao expor esse assunto no meu perfil do face e até mesmo de ter criado um blog, pois a repercussão foi bem maior do que eu imaginaria.
Muitas mulheres vieram até mim pedir informação, ajuda, contato e trocar experiências com ela foi ótimo!

Espero continuar ajudando!!

Dei uma sumida pois tive que interromper meu tratamento no 21º dia por conta de uma cirurgia que fiz.

Como não tenho motivos para esconder nada, vou dividir com vocês mais esse capítulo da minha vida.

Os seios sempre foram um ponto delicado para mim. Papai do Céu me fez praticamente desprovida deles. rsrsrs. Cresci, namorei, casei e eles ali, pequenos, mas bonitinhos. Então, eu me contentava. Mas dizer que gostava seria mentira. Blusas decotadas jamais. Determinadas roupas, só com muito bojo. Sempre pensei em por silicone, mas queria ter filhos e tinha medo que interferisse na amamentação e a vida seguia.

Tive minha primeira filha e a amamentei até os 8 meses. Os seios deram uma caída, mas eu queria ter mais um filho e fui levando. Nasceu então meu segundo filho, que amamentei até os 9 meses.

Agora eu estava pronta! Mas e a coragem? E o medo que me dominava?

Meses passaram e comecei a amadurecer a ideia. Conversando com amigas que já tinham feito a cirurgia, lendo muito a respeito, me informando, resolvi procurar um primeiro médico. Comecei a desmistificar meus medos e tomei coragem. Resolvi ir em outro médico para tirar a dúvida e optei por ele. Atencioso, preocupado com o meu desejo, super profissional e bem recomendado. Me passou uma bateria de exames e lá fui eu fazer todos!

Marcamos a cirurgia para 24 de maio e como todos os meus exames deram ok, era só esperar.

Optamos por colocar próteses redondas, de 300ml, perfil super alto por conta da minha estrutura física.

A cirurgia foi tranquila. Não lembro nem de ter entrado no centro cirúrgico, pois já estava dormindo. Acordei quando já tinha terminado tudo e eu estava sendo enfaixada.
Fui para o quarto sem dor, mas com um incômodo grande e bastante limitada. Tive alta no mesmo dia a noite. Nos primeiros 3 dias, precisei de ajuda para quase tudo: deitar e levantar da cama, ir ao banheiro, tomar banho, pentear e prender o cabelo, colocar roupa. Sozinha mesmo, eu só fazia as refeições. rs
Mas lá pelo 4º dia comecei a fazer algumas coisas com ajuda.

Mas o que me incomodou muito - e quem já amamentou vai entender exatamente o que estou falando - foi a sensação de que passou da hora de dar o peito pro neném e ele fica duro, dolorido e muito pesado. Era esse incomodo o dia todo e cheguei a pensar que não ia passar! Mas finalmente ontem, 10 dias após a cirurgia, não senti quase nada! Percebi também que eles deram uma leve desinchada e me senti novamente animada!

Na sexta volto ao médico para retirar os pontos e sigo no meu pós operatório até 1 mês.

Estou muito feliz pois sempre desejei ter seios maiores, que preenchessem um decote, que não me fizessem usar de artifícios para criar volume e agora eles estão aqui! Só pra vocês terem idea de como era antes e como estão com uma blusinha básica. rs

Antes

04 dias após a cirurgia


E pra quem chegou até aqui, na semana que vem retomo meu tratamento pra diástase! Usar a cinta ainda estando com os pontos e o incômodo que eu estava sentindo não funcionou muito bem!

Um grande beijo!
Aline

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Minhas primeiras impressões

Oi gente!

Como prometi, as fotos do livreto, da faixa abdominal e de como ela fica no corpo.






Minhas impressões sobre os primeiros dias do tratamento:

- No primeiro e segundo dia, fazer a contagem dos exercícios em voz alta ao mesmo tempo que mantinha o músculo contraído foi um desafio. Aos poucos o corpo se acostuma e dá pra contrair, falar e continuar respirando tranquilo.

- Usar a faixa é um pouco desconfortável, mas me adaptei super bem. Colocar roupas justas com ela não é muito legal pois dá uma marcada, mas blusinhas e vestidos soltos, fica super discreto. Ninguém repara. 

- A cada exercício que faço, sinto meus músculos se fortalecerem. Sensação muito estimulante. 

- As séries são tão rápidas que não tem desculpa pra não fazer ou esquecer. E olha que sou a pessoa mais esquecida da face da Terra. Os exercícios são feitos 3x ao dia e duram menos que 5 minutos cada vez.

- Se acostumar a manter o músculo transverso sempre contraído é a maior dificuldade desse tratamento para mim. Me lembro várias vezes e esqueço outras tantas. Tem que mantê-lo contraído ao espirrar, tossir, pegar o filho no colo, abaixar e levantar, sentar, ir ao banheiro... muitas situações. É realmente uma conscientização corporal e só a prática no dia a dia vai fazer com que se torne natural como respirar. É aí que quero chegar!

Se você acha que tem diástase, corra atrás, se informe! É possível reverter ou pelo menos melhorar em muito o aspecto. Fora as outras melhoras que o tratamento proporciona, como diminuição de dor lombar, de problemas gastrointestinais, postura.. enfim, só tem pontos positivos!

No sábado eu volto pra colocar a foto atualizada!

Beijos

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Um pouco da minha história

Resolvi criar um blog para compartilhar meu problema e em breve, solução!

E também para, quem sabe, ajudar de alguma forma, as pessoas que têm a diástase abdominal e acreditam, como eu acreditava, que só a cirurgia plástica resolve.


Desde que fui mãe pela primeira vez, me deparei com aquela barriguinha chata, indesejável, que não saía por nada. Parecia sempre estar com 3 meses de gestação! Até que minha ginecologista disse: "você adquiriu uma diástase depois da gravidez da Manuela". O que é isso? "é a separação dos músculos do abdomem." E como resolvo? "Só com cirurgia." Além disso, fiquei com uma hérnia umbilical discreta, mas presente. Fui então procurar um cirurgião, que me disse que, se eu pretendia ter outro filho, deveria esperar. Mas nunca cheguei a conversar com ele qual seria especificamente o procedimento. Achava que era coisa simples, cicatriz pequena e tal. Engravidei novamente e minha barriga igualmente na primeira gestação, ficou enorme! Enrico nasceu e a barriguinha dos 3 meses nunca mais me abandonou. Eu, que sempre usei roupas justinhas e calças baixas, precisei me readaptar a blusas e vestidos larguinhos e calças de cintura mais alta. Tudo pra disfarçar a barriguinha. As pessoas falavam "ah, que isso, mas não tem nada aí!". Só quem sabe o corpo que teve um dia é que pode avaliar se tem ou não algo diferente. Sei que depois de um filho nosso corpo muda, mas eu já estava magra, como todo o meu corpo de volta e só aquela maldita pancinha continuava ali, me incomodando.

Foi então que resolvi recuperar minha auto estima. Era hora de mudar! Meu filho mais novo já estava com 1 ano e 8 meses e comecei a busca pelo "meu corpo perfeito". Eliminar minha barriga era a batalha número 1! 

Voltei a praticar exercícios, depois de 10 anos sedentária. Esteira, musculação e treino de condicionamento físico de segunda a sexta + controle na alimentação, corte de refrigerante, biscoitos recheados, 3 copos de leite por dia etc. rsrs
Em 2 semanas meu corpo já apresentava mudanças. Leves, mas ali, presentes. Me senti menos inchada, a barriga até diminuiu um pouco!

Parti então em busca de um cirurgião para realizar um sonho antigo: a tão desejada prótese de silicone no seio. Na consulta com o cirurgião, mostrei minha diástase pra ele. Fiquei então sabendo que a cirurgia para correção seria a abdominoplastia. E ele me desencorajou (como se eu tivesse coragem de encarar!), dizendo que não tinha pele, nem gordura o suficiente. Sugeriu que eu fizesse exercícios e emagrecesse um pouco, que já veria bons resultados.

Foi aí que comecei minhas pesquisas de fato, sobre essa condição. 

Descobri que todas as pessoas podem ter, em qualquer idade, independente de sexo e que após a gravidez é bastante comum, pois os músculos esticam demais e acabam se rompendo. Tomei conhecimento de algumas técnicas para correção ou pelo menos, tentativa de correção do problema, como a ginástica hipopressora, mas fiquei com medo de tentar algo somente vendo pela internet e piorar ainda mais meu problema.

Uma das descobertas que me deixaram chocada foi a de que, quem tem esse problema, não deveria em hipótese nenhuma fazer as abdominais tradicionais, nem exercícios na prancha. Tênis e natação também são contra indicados pois exigem muito dos músculos abdominais, aumentando ainda mais a diástase.
Num grupo de mães no facebook, conheci a Técnica Tupler, cujos resultados me deixaram super animada e fui a fundo nas informações sobre esse tratamento. 
A enfermeira americana Julie Tupler desenvolveu um método não cirúrgico, de aproximação dos músculos do abdômen e melhora na qualidade do tecido conjuntivo.

Como a diástase ocorre?
Ocorre quando os músculos abdominais se separam com crescimento do útero que os empurra para frente. Se os músculos do “core” (transverso do abdômen) não são fortes o suficiente para suportar seu corpo mudando, os músculos superficiais, retos do abdômen, vão se separar. Seus órgãos se projetarão através do fino tecido conectivo separando os músculos e você ainda vai parecer grávida.

No site https://www.diastasisrehab.com/ encontramos bastante informação a respeito e uma lista com profissionais especializados na técnica aqui no Brasil. Foi através do site que obtive o contato da fisioterapeuta que está me tratando. Somente ela no Rio de Janeiro é licenciada a aplicar a técnica, que consiste em 4 etapas: 

1 - Fazer os exercícios específicos para o músculo transverso
2 - Usar a faixa abdominal
3 - Contrair o músculo transverso do abdômen em todos os momentos do seu dia a dia
4 - levantar e sentar corretamente a partir da posição deitada

Marquei uma consulta e no dia 03/05/14 comecei meu tratamento. 
O tratamento tem duração de 6 a 18 semanas e a cada 3 semanas somos reavaliadas. 
Ganhamos um livreto com informações sobre os exercícios, uma tabela semanal para anotar tudo oq fazemos e mais algumas instruções e a cinta abdominal, bem diferente das que estamos acostumadas a ver por aí. Tenho que usar essa cinta 24 horas por dia, até para dormir. Só tiro no banho.

O que posso dizer é que em 4 dias já sinto uma diferença enorme na minha barriga!
Sinto ela mais lisa, mais dura e mais bonita!!

Agora, se você chegou até aqui, o mais importante: como saber se você tem diástase abdominal?
O ideal é ser avaliado por um médico ou fisioterapeuta, mas no youtube há videos que demonstram facilmente como diagnosticar.
Alguns links que podem ajudar: 
https://www.youtube.com/watch?v=PvybTZiLqRE
https://www.youtube.com/watch?v=l_I6JnO3aHw

Depois eu posto fotos do livreto e da cinta.

E aqui, as fotos do antes e do durante.

Essas duas são de 02/04/14, antes de começar a fazer atividade física




Essas são de 03/05/14, dia em que comecei o tratamento com a Técnica Tupler











E essas são de 06/05/14, apenas 3 dias após começar o tratamento. Já dá pra notar uma boa diferença!