Desde que fui mãe pela primeira vez, me deparei com aquela barriguinha chata, indesejável, que não saía por nada. Parecia sempre estar com 3 meses de gestação! Até que minha ginecologista disse: "você adquiriu uma diástase depois da gravidez da Manuela". O que é isso? "é a separação dos músculos do abdomem." E como resolvo? "Só com cirurgia." Além disso, fiquei com uma hérnia umbilical discreta, mas presente. Fui então procurar um cirurgião, que me disse que, se eu pretendia ter outro filho, deveria esperar. Mas nunca cheguei a conversar com ele qual seria especificamente o procedimento. Achava que era coisa simples, cicatriz pequena e tal. Engravidei novamente e minha barriga igualmente na primeira gestação, ficou enorme! Enrico nasceu e a barriguinha dos 3 meses nunca mais me abandonou. Eu, que sempre usei roupas justinhas e calças baixas, precisei me readaptar a blusas e vestidos larguinhos e calças de cintura mais alta. Tudo pra disfarçar a barriguinha. As pessoas falavam "ah, que isso, mas não tem nada aí!". Só quem sabe o corpo que teve um dia é que pode avaliar se tem ou não algo diferente. Sei que depois de um filho nosso corpo muda, mas eu já estava magra, como todo o meu corpo de volta e só aquela maldita pancinha continuava ali, me incomodando.
Foi então que resolvi recuperar minha auto estima. Era hora de mudar! Meu filho mais novo já estava com 1 ano e 8 meses e comecei a busca pelo "meu corpo perfeito". Eliminar minha barriga era a batalha número 1!
Voltei a praticar exercícios, depois de 10 anos sedentária. Esteira, musculação e treino de condicionamento físico de segunda a sexta + controle na alimentação, corte de refrigerante, biscoitos recheados, 3 copos de leite por dia etc. rsrs
Em 2 semanas meu corpo já apresentava mudanças. Leves, mas ali, presentes. Me senti menos inchada, a barriga até diminuiu um pouco!
Parti então em busca de um cirurgião para realizar um sonho antigo: a tão desejada prótese de silicone no seio. Na consulta com o cirurgião, mostrei minha diástase pra ele. Fiquei então sabendo que a cirurgia para correção seria a abdominoplastia. E ele me desencorajou (como se eu tivesse coragem de encarar!), dizendo que não tinha pele, nem gordura o suficiente. Sugeriu que eu fizesse exercícios e emagrecesse um pouco, que já veria bons resultados.
Foi aí que comecei minhas pesquisas de fato, sobre essa condição.
Descobri que todas as pessoas podem ter, em qualquer idade, independente de sexo e que após a gravidez é bastante comum, pois os músculos esticam demais e acabam se rompendo. Tomei conhecimento de algumas técnicas para correção ou pelo menos, tentativa de correção do problema, como a ginástica hipopressora, mas fiquei com medo de tentar algo somente vendo pela internet e piorar ainda mais meu problema.
Uma das descobertas que me deixaram chocada foi a de que, quem tem esse problema, não deveria em hipótese nenhuma fazer as abdominais tradicionais, nem exercícios na prancha. Tênis e natação também são contra indicados pois exigem muito dos músculos abdominais, aumentando ainda mais a diástase.
Num grupo de mães no facebook, conheci a Técnica Tupler, cujos resultados me deixaram super animada e fui a fundo nas informações sobre esse tratamento.
A enfermeira americana Julie Tupler desenvolveu um método não cirúrgico, de aproximação dos músculos do abdômen e melhora na qualidade do tecido conjuntivo.
Como a diástase ocorre?
Ocorre quando os músculos abdominais se separam com crescimento do útero que os empurra para frente. Se os músculos do “core” (transverso do abdômen) não são fortes o suficiente para suportar seu corpo mudando, os músculos superficiais, retos do abdômen, vão se separar. Seus órgãos se projetarão através do fino tecido conectivo separando os músculos e você ainda vai parecer grávida.
No site https://www.diastasisrehab.com/ encontramos bastante informação a respeito e uma lista com profissionais especializados na técnica aqui no Brasil. Foi através do site que obtive o contato da fisioterapeuta que está me tratando. Somente ela no Rio de Janeiro é licenciada a aplicar a técnica, que consiste em 4 etapas:
1 - Fazer os exercícios específicos para o músculo transverso
2 - Usar a faixa abdominal
3 - Contrair o músculo transverso do abdômen em todos os momentos do seu dia a dia
4 - levantar e sentar corretamente a partir da posição deitada
Marquei uma consulta e no dia 03/05/14 comecei meu tratamento.
O tratamento tem duração de 6 a 18 semanas e a cada 3 semanas somos reavaliadas.
Ganhamos um livreto com informações sobre os exercícios, uma tabela semanal para anotar tudo oq fazemos e mais algumas instruções e a cinta abdominal, bem diferente das que estamos acostumadas a ver por aí. Tenho que usar essa cinta 24 horas por dia, até para dormir. Só tiro no banho.
O que posso dizer é que em 4 dias já sinto uma diferença enorme na minha barriga!
Sinto ela mais lisa, mais dura e mais bonita!!
Agora, se você chegou até aqui, o mais importante: como saber se você tem diástase abdominal?
O ideal é ser avaliado por um médico ou fisioterapeuta, mas no youtube há videos que demonstram facilmente como diagnosticar.
Alguns links que podem ajudar:
https://www.youtube.com/watch?v=PvybTZiLqRE
https://www.youtube.com/watch?v=l_I6JnO3aHw
Depois eu posto fotos do livreto e da cinta.
E aqui, as fotos do antes e do durante.
Essas duas são de 02/04/14, antes de começar a fazer atividade física

Essas são de 03/05/14, dia em que comecei o tratamento com a Técnica Tupler
E essas são de 06/05/14, apenas 3 dias após começar o tratamento. Já dá pra notar uma boa diferença!